Danos e causas3 min

A câmara de carga: um sorvedouro de energia subestimado no forno de alumínio

É aberta a cada carga, sujeita a esforço mecânico e raramente inspecionada. Porque é que é precisamente a câmara de carga que decide o balanço energético.

Câmara de carga de um forno de fusão de alumínio com novo revestimento refratário

Ao procurar a causa de um problema num forno de alumínio, olha-se primeiro para a linha do banho, a soleira e a zona dos queimadores. A câmara de carga raramente está no topo da lista, e no entanto é a zona que sofre a combinação mais dura de solicitações: é aberta a cada carga, arrefece nesse momento, volta a aquecer ao fechar e, entretanto, o material carregado embate mecanicamente nas arestas. Num projeto, entregámos uma câmara de carga totalmente renovada, com uma redução de cerca de 30 % nos custos de energia como resultado.

Porque é que as perdas convergem aqui

  • Os ciclos térmicos a cada operação de carga atuam contra o revestimento. As fissuras surgem aqui mais cedo do que em zonas de temperatura constante.
  • As arestas danificadas deixam de fechar de forma estanque. O que começa como uma fresta estreita é, do ponto de vista térmico, uma porta permanentemente aberta, e mal se nota quando se olha de dentro.
  • A abrasão mecânica exige uma qualidade de material diferente da mera resistência ao calor. Quem aqui escolhe apenas pela resistência à temperatura terá, pouco tempo depois, o mesmo ponto novamente aberto.
  • O betão refratário monolítico é superior à alvenaria nas arestas solicitadas: não há juntas onde um tijolo possa soltar-se.

Um teste simples em serviço: termografia da câmara de carga fechada. Se as arestas aparecerem quentes, a fresta já existe, independentemente do aspeto do revestimento visto por dentro.

Em resumo
30 %
de redução dos custos de energia após a renovação
Cada carga
ciclos térmicos na mesma zona

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